Tulpa Medula 3

agosto 20, 2010 em contos

Narcisos e moedas de prata a adornar

“Alguns homens encontram na fé o sentido de seus atos, outros encontram no sentido de seus atos a fé.”

Poucos minutos já haviam se passado das dezoito horas naquela quarta-feira chuvosa, ventos frios balançavam as frágeis árvores que acompanhavam o limite da calçada.

Um casal se movia a passos apressados em direção a uma casa antiga, recém-reformada pela iniciativa privada de seu comprador, o incógnito fundador de uma sociedade de estudos sociais e de cognição coletiva. Ler o resto deste post →

Tulpa Medula 2

agosto 18, 2010 em contos

Linhas tortas de Kabbalah Isotrópica

“Onde está a crença nos homens?”

Sessenta e seis anos e seis meses. Essa é era a idade do homem encontrado morto esta noite numa esquina movimentada em frente a um açougue barato. O endereço ainda não pôde ser divulgado.

Um policial que esteve na cena do crime, mas não deseja ter sua idade revelada, disse que o homem foi encontrado deitado com os pés apontando para a porta do açougue e que em seu rosto estava um estranho sorriso fixo por “rigor mortis”.

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Tulpa Medula 1

agosto 16, 2010 em contos

No dourado, o escarlate em trânsito

“Ah, do alto do monte sagrado…”

Em rubro se vestia o templo antigo, paredes de eras mitológicas no qual o canto múltiplo dos pássaros canoros quebrava o silêncio. Ninguém poderia imaginar que naquele fundo magistral de tema escarlate, adornado por laranja e ouro, tamanha situação se desenvolvia. Ler o resto deste post →

Terra Pura

agosto 30, 2009 em contos

Continuação de: O Cão

Doce brisa que soprou, pareceu a princípio que o tempo seria frio, que viria uma leve calmaria no calor que assombrava meu interior e boa parte de meu exterior.

Poderia dizer que estava numa terra velha, mas não pelos princípios do homem e sim por ter sobrevivido a  muitos e muitos povos que por ela passaram. Uma terra primordial, e ainda assim, pura, porém incompleta.
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O Cão

agosto 29, 2009 em contos

Cão Tribal

Estrelas faiscantes despontavam como cascata d’água em um céu soturno.

Ah um cão, um simples e comum cão: Com apenas isso eu desejaria sonhar.

Um cão simples seria fácil de compreender perante o código lógico e imberbe de minha mente inquieta e de meu espírito consternado. Mesmo que não fosse fácil como parece descrito aqui, tenho certeza que seria mais fácil do que sonhar com um cão não usual.
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