Colheita Hexentanz – II

julho 21, 2011 em Hexentanz

Tivemos a primeira Colheita Hexentanz meses atrás e a princípio a ideia era a de fazer um post pelo menos mensalmente, reunindo os melhores e mais informativos artigos, em linguagem didática e fácil para os interessados em Bruxaria e Bruxaria Tradicional. Demorei um pouco graças a muitos trabalhos e até pouco tempo para postar aqui no Axis Draco.  Enfim a segunda Colheita chegou e com ela mais uma tríade de artigos escolhidos a dedo para os interessados nesse fenômeno.

Espero que seja do agrado de vocês e que as informações contidas em cada um ajudem a demonstrar o caráter libertário da Bruxaria, que não é de forma alguma, reduzida à manifestação cultural de um único povo, mas sim uma patrimônio e herança cultural da humanidade. Ler o resto deste post →

Colheita Hexentanz – I

maio 11, 2011 em Hexentanz

Witch of Endor

Essa semana vamos começar com a primeira Colheita Hexentanz, um momento dedicado a explorar textos, ensaios e artigos relacionados à Bruxaria e à Bruxaria Tradicional em vários sites conectados ao Axis Draco com um intuito simples: Exemplicar a pluralidade do caminho Tradicional, demonstrar o quão ampla é a percepção do que é Bruxaria e o que é Tradição, bem como o conjugado entre eles, e deixar bem claro ao verdadeiro buscador dessa sabedoria perene que não há uma visão absolutista do que é este fenômeno patrimônio da Humanidade, a Bruxaria: Ler o resto deste post →

Anteros et Athanatos

maio 7, 2011 em Hexentanz

A beleza está nos opostos?

Qual é o oposto daquilo que está oposto a si mesmo, quando o 0 e 1 se tornam 2 ou a águia calada leva a serpente em suas garras?

Um sinal de silêncio.

Leia o que ouve, Ouça o que lê.

Terra da Cruz e do Forcado

abril 28, 2011 em Hexentanz

Carneiro branco com rosto com olhos azuis

Carneiro branco com rosto com olhos azuis

Eis-me de volta às terras da Pérola do Atlântico.

O caminho percorrido anualmente deixa suas marcas em lugares invisíveis aos olhos do profano, é um caminho que tenho a felicidade de não percorrer sozinho mesmo que meus passos sejam dados em terra de ninguém. O epicentro das atividades do espírito e do corpo é o objetivo de tantas vidas com a qual tenho contato, em uma época onde sonhar custa caro, e desejar é muito mais interessante que “intentar” me volto à sabedoria dos antigos sábios da terra.

Terra, terra e terra. Repetir essas palavras em tão poucas linhas não caracteriza uma de minhas falhas quanto à composição dos textos, caracteriza de fato o apreço que tenho por esse elemento e ambiente, apreço esse que se espalha pelos longos anos de uma minuta anual a ser cobrada de maneira justa e perfeita quando as estrelas estão devidamente alinhadas, quando o homem é julgado e executado, executa o milagre enquanto nutre a terra com seu sangue.

Mais um ano, mais uma peregrinação no campo sanguíneo onde a cruz e o forcado tomam o juramento e quebram o juramento, onde o intercessor com cara de sapo sorri o sorriso reservado aos poucos e bem amados. Cada passo dado em direção a esse objetivo é parte de um grande plano onde os ditames são feitos pela escolha de amor verdadeiro e honesto.

Tantas são as revelações contidas em um pequeno punhado de terra, ou areia do tempo, que escolhemos vestir nossas máscaras verdadeiras, aquelas que demonstram quem e o que verdadeiramente somos, apenas para nos despir delas unindo-nos aos ancestrais vislumbrando os caminhos do céu. Não se engane ao mirar os pontos distantes no céu e pensar que eles não reverberam na terra devido à sua imensa distância.

É com um salto de fé que transpomos essa distância, com esse mesmo salto, poeticamente energizado, vencemos as barreiras e obstáculos. Encantar um cavalo é fácil quando se sabe as palavras, mas pode a sua imensa capacidade perder-se em si mesmo e em sua miríade de possibilidades? O que resta quando cada entranha, braço e pedaço são expostos no chão? O que sobra quando cada pedaço de seu ser é colocado à disposição dos mortos da terra?

Você é capaz de identificar qual partícula ali é a indivisível partícula de si?

E assim a identificação é mútua, remontando palavras antigas e sabedorias que atravessam a pedra e a carne, como uma lança flamejante lançada no segredo da noite, como uma foice desferindo seu golpe nu e cru na carne dos que partilham o mesmo pensamento e a mesma nau que ruma à infinitude da alma.

Apenas onde os mundos se encontram é possível vislumbrar o Dragão em sua plenitude, e apenas nesse ponto de poder secreto e inviolável é que o incenso é queimado, o sangue aspergido e a carne da terra manifesta toda Tua glória.

Mas ouçam, Ó filhos da serpente e do dragão, teu hino que abre o campo dos sonhos e irrompe a morada da vida não é audível por qualquer um. Existem aqueles que sabem.

Poucos querem.

Quantos ousam?

Para então calar!

Descanse em paz, mensageiro de Sírius

fevereiro 1, 2011 em blog, Hexentanz

Kenneth Grant (23 de maio de 1924 -15 de janeiro de 2011)

Kenneth Grant (23 de maio de 1924 -15 de janeiro de 2011)

Hoje, primeiro de fevereiro de 2011, recebemos pela revista Starfire a triste notícia de que faleceu o escritor e ocultista Britânico Kenneth Grant, nascido em 1924.

Segue uma tradução livre da notícia encontrada na Starfire informando sobre o acontecido:

Kenneth Grant faleceu dia 15 de janeiro de 2011 após um período de doença. Nossas condolências são dirigidas primeira e majoritariamente à sua família, cuja privacidade é algo que, todos,  desejamos respeitar nesse momento tão difícil.

Kenneh Grant teve uma vida extraordinária, seu trabalho, uma profundidade marcante e  uma amplitude mágica e misticamente inspiradora. Em especial, sua monumental série de Trilogias Tiphonyanas, criativas, inovadoras e inspiradoras, que se estenderam por mais de 30 anos a partir da publicação do volume de abertura, The Magical Revival (O Renascer da Magia, publicado no Brasil pela editora Madras), até a aparição do volume final, The Ninth Arch em 2002. Compondo um corpo substancial de trabalho, a ser aumentado e aprofundado nos anos por vir; seu trabalho perdurará!

Michael Staley

Sinto um baque com essa notícia e alguns amigos logo entenderão: parte do caminho que trilhei e das conquistas espirituais e mágicas que obtive, em parte se devem à maravilhosa obra desse autor tão genial e controverso, cujas palavras realmente são “criativas, inovadoras e inspiradoras”.

Faço aqui uma breve pausa para dizer que elas ainda são tudo isso, pois embora o homem tenha falecido, sua obra e seu legado permanecerão para aqueles que desejarem e perdurarem na trilha de certos caminhos estelares e trans-plutonianos.

Ainda, tal autor foi responsável por um resgate de quem eu fui e sou, pela operatividade e criação de algo que me abriu inúmeras portas, sendo uma delas uma porta sagrada nos Caminhos sagrados dessa terra de Vera Cruz e, por tantos momentos de inspiração para a vida mundana e sagrada, que não expressá-los, mesmo que de maneira confusa aqui, seria renegar tal veia inspiradora.

Descanse em paz, mensageiro de Sírius, que suas palavras toquem o carmesim e o que brilha à noite em prata, que a primeira estrela da manhã te receba como um bom filho que à casa retorna e que os eflúvios de sua obra e gênio sejam perceptíveis em todas miríades de reinos da criação.

Kenneth Grant (23 de maio de 1924 -15 de janeiro de 2011) -  por Austin Osman Spare

Kenneth Grant (23 de maio de 1924 -15 de janeiro de 2011) - por Austin Osman Spare

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