Efígie e o Real
agosto 6, 2010 em blog
Recebi via twitter pelo ALuizCosta que recebeu do Politicalivre a notícia sobre a próxima mudança nas cédulas do nosso querido e suado Real.
Abri a notícia para dar uma checada para o que deveria me preparar segundo os calendários de inserção e substituição de tais cédulas, e vi que estava tudo ali, as cores ainda são bem representativas com o Azul Escuro representando R$2,00 e o Azul Claro representando R$100,00.

Podem notar que não existe ali nenhuma nota de R$1,00. Provavelmente isso se deva ao fato da desvalorizada do Real ter sido tamanha que apenas compensa cunhar moedas (embora há quem diga que as moedas são mais caras, embora durem mais).
No entanto me encafifei com a percepção de que não mudaram o “rosto” da nota, e eu lembro de ter passado por vários rostos no decorrer dos anos com Cruzeiro, Cruzado, Cruzado novo, Cruzeiro novamente, Cruzeiro Real e por fim Real.
A primeira pergunta que fiz foi: Quem é a mulher nas cédulas brasileiras?
Claro que eu não lembrava (embora já tivesse estudado isso em algum lugar do passado) e em seguida como bom fuçador, googlei e fui atrás dos fatos.
A mulher nas Cédulas Brasileiras é a Marianne, e não é nenhuma figura histórica, exceto em forma de alegoria. Ela representa a República Francesa e não foi um personagem real ao que tudo indica.
Então uma nova pergunta surge: O que é Marianne?
Um pouco mais de pesquisa aqui entre um gole e outro, mais um bocado de pesquisa ali e eis que descubro que Marianne, bem como a Mulher do Real é na verdade a Efígie da República.
Tal qual outros ícones pelo mundo, uma Efígie é um símbolo, o termo é usado de forma a associar uma escultura a uma pessoa falecida (pelo que se dá a entender é uma forma de respeitar e honrar a memória de tal pessoa) e também, o termo é usado para se referir a um busto, como o encontrado no nosso vale pão de cada dia.
Logo, a Efígie da República é Marianne, uma pessoa que parece não ter existido mas que tal qual a Justiça, é representada na forma de uma mulher (eu mencionaria aqui as Musas pela representação de um ideal, desconsiderando Atena e Minerva) que significa uma ideia, no caso de Marianne, os três ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
E embora Marianne tenha sido criada na França, exatamente como os ideias revolucionários, a ideia passou por várias nações e se tornou mais uma figura do imaginário ocidental (embora bem pouco utilizada nos últimos tempos).
Portanto meus caros, quando você olhar para a cédula ou moeda em sua mão, já sabe quem diabos é a “Mina do Dinheiro”!




















[...] This post was mentioned on Twitter by Ghad Arddhu, Ghad Arddhu, José Roberto Vieira, Alex Bastos, José Roberto Vieira and others. José Roberto Vieira said: RT @arddhu: Novo post no Axis Draco: Efígie e o Real http://www.axisdraco.com/efigie-e-o-real/ [...]
A "Mina do Dinheiro"… sabe que eu tmb me fazia essa pergunta… e também pesquise, e pra variar depois de anos esqueci quem era… rsrs
Ela é na verdade Semirames, mulher e mãe de Ninrode e Tamus; deusa do não sei o que lá. Então quando vc lê nas notas Deus seja louvado, não é Jesus a quem se refere, mas um deus pagão.
Olá Bil,
Gostaria que falasse mais a respeito disso se possível, minha pesquisa sobre a Efígie foi extensa e não encontrei em momento algum qualquer referência a Semiramis. E quanto à afirmação de que refere-se a um Deus pagão e não \”Jesus Cristo\”, o Deus o qual a nota se refere é claramente o deus cristão, uma vez que essa é a estrutura que foi herdada.
Enfim, você tem evidências de suas afirmações? Referências?
Aguardo sua resposta!
Tá rolando este lance de que é a Semirames mesmo, e que foi introduzido em diversas cédulas pelo mundo. Pode refinar sua pesquisa que vai achar. Utilize o google para a enciclopédia britânica. Pelos adornos na cabeça da para imaginar que não é figura francesa. Alias, se pesquisar por Semirames, vai encontrá-la em muito mais lugares do que você imagina. Ela está por toda parte!