Memórias Monumentais

junho 28, 2009 em Monasticismo

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“Seus olhos tristes e fixos lembravam-me os serenos olhos de meu avô.

Por um momento resgatei a memória boa que era cultivada dentro de mim sem que eu notasse: Eu seguia os passos dele.

O Animal imenso pareceu perceber aquilo, manteve seu olhar fixo em mim e em seguida o fechou, como se esperasse pelo inevitável.

Aquele foi o momento no qual meu fracasso como caçador se iniciou, as longas sobrancelhas pareceram por um momento derramar uma gota de lágrima.

Abaixei minha arma, em meu rosto uma lágrima escorria também.”

E assim o homem que era exímio em matar, viu que aquilo que morre nasce novamente, sem que seja da mesma matéria ou do mesmo espírito.
O homem que apenas sabia matar sentiu um vazio, ele finalmente aprendera o que era viver.

…e ao longe a família se movia sem saber que o patriarca quase se sacrificara para prover-lhes segurança.

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