O Olhar de Azazel

maio 6, 2009 em 3751 d.C.

Azazel Asas NegrasContinuação de: Sete Dias

Algumas tecnologias fizeram nossa vida se tornar melhor.

Primeiramente, devo falar da antigravidade, que embora tenha sido descoberta e se mostrado como uma tecnologia fabulosa em seu tempo, sofreu devido a um grave problema: os custos energéticos.

Há pouco mais de mil anos atrás, a contenção de energia era um problema grande da humanidade, era possível produzir grandes quantidades, mas a armazenagem era deveras complicada.

Os métodos mais eficazes de produção de energia eram simplesmente construções gigantes…

Sim, você deve estar rindo disso ao olhar para seu veículo que mantém a mesma célula baseada na reação de matéria negra desde que saiu de fábrica.

Mas naquela época não era tão simples assim, enormes usinas poluíam o ar e as águas para produzir energia baseando-se em queima dos mais diversos combustíveis, rios eram desviados para criar enormes hidroelétricas e até usinas perigosíssimas mal sabiam utilizar a energia do átomo.

Quando a descoberta da anti-matéria foi feita muita gente pensou, naqueles atrasados anos, que haveria uma revolução. Outro engano, manter a anti-matéria naquela época era tão caro, que somente perdia para o custo de produção dela.

Isso foi há mais de mil e quinhentos anos atrás, e você deve estar rindo muito a essa hora de tamanha pequenez tecnológica, mas a grande revolução veio definitivamente há menos de trezentos anos.

No longínquo século vinte e um, os cientistas estavam intrigados pela formação do universo, (mal sabiam naquela remota época a imensidão do mesmo pois ainda estavam presos à visão tradicional de tridimensionalidade), intrigados com a matéria negra que ainda não haviam conseguido detectar com precisão.

Após alguns bons anos, não apenas a detectaram, ma começaram enfim entender que o universo também tinha a dimensão do tempo e a dimensão das freqüências, ou camadas de realidade como foi proposto na época .

Você deve estar intrigado para saber o resto da história, e eu lhe direi, porque essa parte da história é que nos traz a essa data:

O 250º Aniversário da morte de Corwin Lo Moura, o cientista que colocou nós, o Templo de Tecnologia Tríade como uma das mais revolucionárias organizações desde a descoberta do átomo.

E festejamos essa data, honrando a memória do homem que não apenas descobriu como armazenar grandes quantidades de energia em espaços minúsculos mas também produziu o primeiro módulo sustentável de anti-gravidade e o refinamento de matéria negra.

Tenho a honra e a felicidade de lhe anunciar a consagrada “Ópera de Vênus”, estrelada por Orfeu Millestrom e Lini Bai Zin, em honra e memória a Corwin Lo Moura!

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O espetáculo de luzes, som e sensações neuroinduzidas começou com a entrada de Orfeu Millestrom atuando como Nakir, um operário de Vênus comandando sua estação de trabalho mineirador.

A platéia aplaudiu com vigor, mas o que fazia o público realmente ansioso era a espera até a a entrada de Manish’A, o fantasma de Vênus interpretada pela belíssima Lini Bai Zin, por quem Bakir se apaixonaria e faria esforços para atravessar a barreira do tempo e do espaço, sua voz era considerada um patrimônio da cultura seleta e mal o público podia esperar para deleitar-se ao ouvi-la.

No camarote suspenso do qual o show podia ser visto com perfeição, ao lado do atual Supremo Conselheiro da T³, o traficante Senekh encontrava a solução para seu plano, seu bode expiatório seria Orfeu Millestrom.

Continua em: Amiko

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