Oficiantes da Escrita
agosto 1, 2010 em blog
Na lista de “coisas que alcancei quando grande” está um fator que pode ser considerado por alguns como banal.
Afinal, quando criança eu tive meus Heróis, naquela época rumo a descoberta do Eu e à lenta forja do caráter que se estende pelo trajeto da vida, um Herói era o modelo de como agir e pensar, onde encontrar os motivos para perseverar e o que fazer quando as esperanças parecem nulas.
Esse era o papel de um Herói em minha infância, desde pais a tios e símbolos fictícios como Batman e Super Homem podiam ocupar esse lugar, bastava agirem de acordo com uma lógica ainda em construção e conseguirem manter tal conduta por um tempo que fosse superior ao bater de asas de uma mariposa.
Das construções que foram se perdendo no passar do tempo, as construções Heroicas de minha personalidade demoraram um pouco mais, fui conseguir desconstruir meus mitos e heróis acredito que aos 16, 17 anos, e desde então criei um certo axioma, onde decidi que meus novos heróis não seriam Super, seriam pessoas comuns e normais, pessoas ao qual não fosse atribuída excessiva expectativa e nem mesmo fossem construídas imagens intocáveis: meus heróis deveriam ser meus amigos!
Admirar as pessoas por um ato isolado é fácil, mas manter admiração no decorrer de anos de amizade e.ou contato é uma tarefa Hercúlea, mas como não deveria criar expectativas, a conduta que passei a analisar também não era mais preto no branco: falhas X acertos.
Ao invés de durante o dia a dia me inspirar nos feitos Heroicos do ídolo de antigamente, passei a me inspirar em amigos e no mais importante herói que conheci: Eu mesmo.
Não mais existiam Heróis “fodões”, e sim pessoas e “personas” que vivem, e ao invés de passar a ter meus heróis como criaturas superiores à minha insignificância, passei a ter como heróis as pessoas cujos atos me lembram dos meus, e ao invés de colocar qualquer outro como o principal de minha revista, passei a comportar como acontece nos quadrinhos.
Na revista do Super-Homem, o Batman aparece, mas ainda assim o principal herói ali é o Super-Homem, o mesmo vale para o Batman e demais personagens. Há um sentimento entre tais construções de superioridade? No geral não, há a sensação de que entre eles existe respeito, e respeito esse que se faz não em concordância com todos os atos, mas em concordância com a história como um todo.
Hoje dois heróis (a.k.a. amigos) me lembraram tudo isso acima, com dois atos bem interessantes.
A primeira pessoa, foi a AnaCris, que em seu blog Talkative Bookworm (linkado ali do lado, jovem faganhoto) conseguiu reunir quantidades abissais da virtude da paciência com uma creaTROLLra daquelas que nem no sol viram pedra. Me lembrou de como paciência as vezes é importante!
A segunda pessoa, foi o cara mais sea-food soup e bee-good que conheço, Delfin apresentou a capa da nova edição da revista Machado, uma realização dele (e de todos que participam) que me lembrou outra virtude importante: Perseverança! Sei quanto o bigode ralou e rala para isso bem como teve de manter perseverança para tal realização.
E assim meus amiguinhos, termina mais um episódio de He-Man!!!
Mas estejam avisados meus amigos, tal qual Super-Homem e Batman são amigos, vocês são meus amigos e heróis, mas eu não pensaria duas vezes antes de sacar meu anel de Kryptonita caso visse o trajeto da desTROLLição tomando algum de vocês!
“Nos vemos no Horizonte…”




















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