O Cão

agosto 29, 2009 em contos

Cão Tribal

Estrelas faiscantes despontavam como cascata d’água em um céu soturno.

Ah um cão, um simples e comum cão: Com apenas isso eu desejaria sonhar.

Um cão simples seria fácil de compreender perante o código lógico e imberbe de minha mente inquieta e de meu espírito consternado. Mesmo que não fosse fácil como parece descrito aqui, tenho certeza que seria mais fácil do que sonhar com um cão não usual.
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Leão de Pedra

julho 2, 2009 em Monasticismo

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Me chamaram disso certa vez. Faz bastante tempo e na época não doeu nada.

Disseram que eu era insensível e tinha um coração de pedra, um sacana frio e calculista.

Ao menos as coisas funcionavam bem naquela época.

A Besta

junho 9, 2009 em Monasticismo

Dizem que 666 é seu número.

A besta está para nascer é o que dizem. Quem é a bela, quem é a fera?

Temos de controlar a besta dentro de nós.

Smallville em seu último episódio (s08e16) mostra um Apocalipse (Doomsday) humano, tentando controlar a fúria dentro de si, e apelando para o universal Deus Cristão.

O que aconteceria se ele fosse budista? Sua doutrina de paz e meditação, de moderação e de harmonia o fariam se tornar um com essa besta interior? Não seria assim um caminho de vida mútua?

Não, matem no já!

Assim seria uma ordem inquisitorial, e a justificativa velada seria:

“Matem-no pois ele é diferente.”

E assim aprendemos a eliminar nossos demônios, medos e bestas, porque eles são diferentes e não damos tempo a eles para nos entendermos. Aprendemos assim que eles são melhores mortos sem jamais termos conhecido qualquer um.

Não aprendemos com ele tudo que eles sabem por serem diferentes, porque decidimos matá-los antes que surjam… como pode se esperar que ao surgirem eles não queiram outar coisa senão nos eliminar? E a mesma lei que diz que eles devem morrer, diz que devemos amar a todos.

Axis Draco

fevereiro 10, 2009 em blog

Doze bips, assim foi anunciado o novo ano, o Ano do Senhor de 2009.

Começava assim mais um ano cristão, um ano fiscal e um ano comercial, certamente um ano com muita carga a ser resolvida pela passagem do ano anterior, mas com muitas promessas para novas possibilidades em um horizonte de eventos.

Um astro que se torne pesado o suficiente para cair dentro de si é chamado de Buraco Negro, e a um Buraco Negro são dadas atualmente atribuições que prometem distorcer toda verdade que temos sobre tempo e espaço.

Quantas vezes nossos atos não se tornam pesados para nós, quantas vezes o que acumulamos na vida não é um fardo e apenas faz com que fiquemos no mesmo lugar, de certa forma inertes até que nos devoremos em uma síntese autótrofa canibal nem um pouco poética?

Se em algum momento esse peso, essa massa ou essa densidade se tornam um estorvo em nossas vida, avaliá-las sem paixão, com objetividade é uma tarefa que envolve um ato extremo de força e poder pessoal. Não é tão simples, não é romântico… mas é necessário.

Necessário foi olhar para as sementes que não vingaram, colher da terra negra as lágrimas secas que apenas a salgaram, e ao invés de lamentar mais uma vez, queimá-las em chama ardente da paixão reprimida para o juizo final.

Não é definitivo, não tensiona e nem mesmo se flexiona a ser, mas aqui o Eixo do Dragão se ergue como um pilar nos desertos rochosos de galáxias externas, de pontos o qual apenas a imaterialidade pode ser guardião e instrutora. Axis Draco ergue-se como uma Besta Ancestral há milênios adormecida, não é possível saber o que ela fará em seu novo despertar, nem mesmo por quanto tempo ela permanecerá acordada.

Que venham os novos horizontes.

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