
Ó semblante confuso em santidade inexpressiva, sinais latentes de conceitos inabaláveis, podes tu julgar outrem apenas pelas diferenças? Podes tu julgar outrem apenas pela tua vontade?
Porquê foram feitos o céu e a terra, o dia e a noite, e não existiu mão humana nessa criação; por que então tua língua humana poderia julgar o que não é tua obra?
O inferno está cheio de juízes, e estes julgam pela vontade que não lhes pertence, clamam a justiça dos débeis e confusos. És tu outro fadado ao inferno e suas chamas?
Ouve então, meu amado peregrino, as palavras desse pobre escriba cego: O herético não é condenável, no entanto as certezas em um reino de ilusão e enganação quando evangelizadas e proferidas como a verdade (ah a inefável inexistente verdade), essas certezas sim o condenam ao labiríntico inferno de tu’alma.
- Narukh, o escriba cego