Labirintos da Alma

julho 2, 2009 em Monasticismo

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Quanto nos perdemos nos labirintos de nossas almas? Não da consciência, mas da essência.

Numa tentativa de entender o que nos move colocamos para fora toda nossa glória e todos nossos demônios. Os demônios que são dæmon e portanto inteligências, ou espíritos.

Tudo que construímos com nossas vidas parece apenas deixar nosso eco em um mundo imenso.

Uma visita ao inferno

julho 1, 2009 em contos

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Vi a gata logo no começo do quarteirão, vestia uma calça de couro vermelho que modelava bem sua pequena bunda, os seios quase não existiam soltos em uma blusa de seda branca com um cavalo marrom estampado, conversava animada com as amigas que compartilhavam aquele mesmo visual antiquado de ativistas feministas.

Acima das mulheres o letreiro do Pussy Cave brilhava com um “a” meio apagado, o verde e o rosa ali já estavam mais poluídos que meus pulmões antes do transplante, a vaqueira jogou a franja para o lado e seu cabelo num tom de palha seca ficou semelhante ao de uma dona de casa antiga. Eu ri.
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Pontos Ocultos

junho 30, 2009 em Monasticismo

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Ocultam no tempo e no espaço, pontos que jamais podem ser vistos ou tocados, raramente sentidos.

Uma única dimensão torna algo inexistente para os sentidos, mas o que é essa dimensão?

Não teorize sobre ciência, pois o ponto é você.

Sua tridimensionalidade é por acaso a afirmação do seu ser?

Ou sua certeza de estar o sobrepõe e o subjuga?

Olhe para seu ponto, olhe para você; Sua alma existe ou é apenas um ponto?

- Narukh, o escriba cego

Caídos 03

junho 12, 2009 em Monasticismo

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Ó semblante confuso em santidade inexpressiva, sinais latentes de conceitos inabaláveis, podes tu julgar outrem apenas pelas diferenças? Podes tu julgar outrem apenas pela tua vontade?

Porquê foram feitos o céu e a terra, o dia e a noite, e não existiu mão humana nessa criação; por que então tua língua humana poderia julgar o que não é tua obra?

O inferno está cheio de juízes, e estes julgam pela vontade que não lhes pertence, clamam a justiça dos débeis e confusos. És tu outro fadado ao inferno e suas chamas?

Ouve então, meu amado peregrino, as palavras desse pobre escriba cego: O herético não é condenável, no entanto as certezas em um reino de ilusão e enganação quando evangelizadas e proferidas como a verdade (ah a inefável inexistente verdade), essas certezas sim o condenam ao labiríntico inferno de tu’alma.

- Narukh, o escriba cego

Cálice Ósseo

junho 8, 2009 em Monasticismo

Cálice Ósseo

UM CÁLICE ÓSSEO PARA BRINDAR!

Nas noites escuras da alma a criatividade alcança formas inesperadas de se exteriorizar. Creio que é um dos mais potentes destinos mágicos dos restos mortais de alguém: Se tornar a capela da fé dos vivos!

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