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De volta das Férias

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Algum tempo de ausência tirado em uma espécie de férias temporária.

Em alguns fatores a vida tinha de ser resolvida e por fim acabei pensando muito a respeito do que é “viver”.

Se por um lado hábitos saudáveis auxiliam sua vida a ser alongada, o excesso desses hábitos torna ela por demais “chata” ao meu ver, e com isso acabei chegando a uma epifania: “Viver bem é apenas esticar a vida ao máximo?”.

Não sei por onde comecei a pensar nisso, mas quando percebi me via confrontando todos os argumentos para se manter uma vida saudável que envolvem dormir 8 horas diárias, se alimentar de vegetais, fazer exercícios regularmente, não usar drogas socialmente aceitas ou não (desde o álcool até o cigarro) e até o argumento de comer carne vermelha.

Nesse embate fiquei refletindo sobre o que é viver, já que as coisas que me agradam na vida são algumas realmente não saudáveis, e entre pensar no histórico familiar de tempo de vida e predisposição a doenças vi o quão desesperado estão aqueles que visam apenas esticar a vida ao máximo, sem cometer coisas consideradas daninhas para si mas que proporcionam alegria ou satisfação.

Parece estranho demais levar a vida apenas como um caminho a ser alongado a exaustão sem no entanto ter algumas sensações que são agradáveis, e justamente nessa curva do pensamento que me peguei pensando em outra coisa, como somos dependentes do sistema padrão de trabalhar, se sacrificar mesmo que seja em uma área ingrata de sua vida, apenas para obter um sucesso considerado desejável pela massa.

Não quero ser revolucionário, mas atualmente nenhum excesso me agrada, seja o excesso de saúde e preocupação com os anos vindouros ou mesmo a ausência de hábitos saudáveis ou total falta de compromisso com o que a vida nos reserva.

Entre um pensamento e outro percebi que fazia hoje um ano desde que uma tia querida minha faleceu, uma experiência dolorosa a princípio, mas que me ampliou certos horizontes e deu liberdade de pensar e sentir de forma que antes eu me impedia.

A vida não é tão curta para não nos preocuparmos com nada, nem tão longa que não devamos nos dar o direito de se divertir e ter satisfação temporária. Felicidade real de espírito pode ser o objetivo último da vida, no entanto isso não significa que o agora deva ser menosprezado.

Ora, me perguntei como eu me sentia no agora, e em que resultaria o que estou fazendo no agora para o depois. Se não encontrasse um meio termo de satisfação entre os dois ficaria maluco.

Enfim, de volta das férias, muita coisa está acontecendo!

Foto de um céu carregado de chuva, Guarujá – SP

Ouvindo: Enya - The River Sings

Esmeralda

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Uma das pedras preciosas mais fascinantes.

Seu significado oculto é tão extenso e interessante, que, de certa forma, nomeia muitas de minhas obras.

“Pois foi na queda que a esmeralda coroa se partiu em inúmeros fragmentos espelho. Todos que encontraram seus pequenos fragmentos da grande obra clamaram para os céus em agradecimento; Erraram apenas em considerar um passo como o caminho revelado.”

- Narukh, o escriba cego