De volta das Férias

outubro 15, 2009 em blog

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Algum tempo de ausência tirado em uma espécie de férias temporária.

Em alguns fatores a vida tinha de ser resolvida e por fim acabei pensando muito a respeito do que é “viver”.

Se por um lado hábitos saudáveis auxiliam sua vida a ser alongada, o excesso desses hábitos torna ela por demais “chata” ao meu ver, e com isso acabei chegando a uma epifania: “Viver bem é apenas esticar a vida ao máximo?”.

Não sei por onde comecei a pensar nisso, mas quando percebi me via confrontando todos os argumentos para se manter uma vida saudável que envolvem dormir 8 horas diárias, se alimentar de vegetais, fazer exercícios regularmente, não usar drogas socialmente aceitas ou não (desde o álcool até o cigarro) e até o argumento de comer carne vermelha.

Nesse embate fiquei refletindo sobre o que é viver, já que as coisas que me agradam na vida são algumas realmente não saudáveis, e entre pensar no histórico familiar de tempo de vida e predisposição a doenças vi o quão desesperado estão aqueles que visam apenas esticar a vida ao máximo, sem cometer coisas consideradas daninhas para si mas que proporcionam alegria ou satisfação.

Parece estranho demais levar a vida apenas como um caminho a ser alongado a exaustão sem no entanto ter algumas sensações que são agradáveis, e justamente nessa curva do pensamento que me peguei pensando em outra coisa, como somos dependentes do sistema padrão de trabalhar, se sacrificar mesmo que seja em uma área ingrata de sua vida, apenas para obter um sucesso considerado desejável pela massa.

Não quero ser revolucionário, mas atualmente nenhum excesso me agrada, seja o excesso de saúde e preocupação com os anos vindouros ou mesmo a ausência de hábitos saudáveis ou total falta de compromisso com o que a vida nos reserva.

Entre um pensamento e outro percebi que fazia hoje um ano desde que uma tia querida minha faleceu, uma experiência dolorosa a princípio, mas que me ampliou certos horizontes e deu liberdade de pensar e sentir de forma que antes eu me impedia.

A vida não é tão curta para não nos preocuparmos com nada, nem tão longa que não devamos nos dar o direito de se divertir e ter satisfação temporária. Felicidade real de espírito pode ser o objetivo último da vida, no entanto isso não significa que o agora deva ser menosprezado.

Ora, me perguntei como eu me sentia no agora, e em que resultaria o que estou fazendo no agora para o depois. Se não encontrasse um meio termo de satisfação entre os dois ficaria maluco.

Enfim, de volta das férias, muita coisa está acontecendo!

Foto de um céu carregado de chuva, Guarujá – SP

Ouvindo: Enya - The River Sings

Caídos 03

junho 12, 2009 em Monasticismo

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Ó semblante confuso em santidade inexpressiva, sinais latentes de conceitos inabaláveis, podes tu julgar outrem apenas pelas diferenças? Podes tu julgar outrem apenas pela tua vontade?

Porquê foram feitos o céu e a terra, o dia e a noite, e não existiu mão humana nessa criação; por que então tua língua humana poderia julgar o que não é tua obra?

O inferno está cheio de juízes, e estes julgam pela vontade que não lhes pertence, clamam a justiça dos débeis e confusos. És tu outro fadado ao inferno e suas chamas?

Ouve então, meu amado peregrino, as palavras desse pobre escriba cego: O herético não é condenável, no entanto as certezas em um reino de ilusão e enganação quando evangelizadas e proferidas como a verdade (ah a inefável inexistente verdade), essas certezas sim o condenam ao labiríntico inferno de tu’alma.

- Narukh, o escriba cego

Um mundo por trás desse

junho 9, 2009 em Monasticismo

Um mundo por trás desse

Muitos sonhos que tenho se passam em territórios estranhos, alguns que remetem a tanta sinestesia que fico confuso ao tentar enumerar o que remete ao que.

Essa imagem demonstra um pouco disso, eu já estive em cenários assim, onde pode se ver restos de uma cultura colossal que desapareceu.

Praias solitárias com céu cinza. Esse tipo de cenário me traz um ar bucólico ao mesmo tempo que nostálgico, eu diria até atávico.

Babel

junho 8, 2009 em Monasticismo

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A uma torre capaz de alcançar os céus iniciou-se a construção. Isso aconteceu num período mítico e antigo, sem deixar rastros, apenas um registro.

Mais fascinante que essa história, são as reproduções artísticas dela.

No entanto a humanidade pela primeira vez estava se unindo para um propósito comum, um propósito puramente construtivo, e ainda assim tombou.

Seria WTC outra babel? Aposto que algum fundamentalista insano que distorce o Islã e sua beleza, deve ter dito isso primeiro, não posso tomar a autoria dessa idéia absurda.

A Configuração das Lamentações

junho 7, 2009 em Monasticismo

A arte já diz muito para quem conhece.

Os portões do inferno estão na psiquê de cada um, são gatilhos preparados como sementes, coisas que estão plantadas em nós permitindo que o poder externo se manifeste.

Dentro de nossa mente que conecta-nos a nossa alma podemos acessar todos os demônios e anjos, todos os santos e hereges, todo prazer e dor, toda felicidade e sofrimento, porque não pensem vocês que os anjos estão no céu. O céu está vazio, basta olhar para ele.

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