Carros Voadores

junho 8, 2009 em Monasticismo

Carro Voador

Há uns 4 ou 5 anos atrás (provavelmente 7 ou 8 [a memória falha]) eu conversava na orla da praia de São Vicente, no famoso calçadão, com um colega da época, apelido “Bêbado”.

Ele falou uma coisa bem interessante (que mal me importou na época), disse que, quando criança, esperava que no ano 2000 pudesse ver carros voadores por todo canto, e que chegando ao ano 2000 se decepcionou. Disse ainda que compartilhava tal decepção com seu tio.

O modelo acima foi um dos que mais gostei, estranhamente ele parece bem inspirado nos Pod Racers de Star Wars Episódio 1.

Nabucodonosor

junho 8, 2009 em Monasticismo

Também assistiu Matrix?

Também curtiu as naves?

Veja aí um “sketch” da Nabucodonosor, a nave do escolhido e da patota dele. Há 10 anos atrás, quando esse filme foi lançado, ninguém esperava o frisson que seria até sairem as duas continuações. Eu gostei, e você?

Cálice Ósseo

junho 8, 2009 em Monasticismo

Cálice Ósseo

UM CÁLICE ÓSSEO PARA BRINDAR!

Nas noites escuras da alma a criatividade alcança formas inesperadas de se exteriorizar. Creio que é um dos mais potentes destinos mágicos dos restos mortais de alguém: Se tornar a capela da fé dos vivos!

Pérola

junho 7, 2009 em Monasticismo

Pérola

Por que tudo que é bom é branco? Porque o puro é branco?

Por que tudo que e ruim é preto? Porque o impuro é preto?

Temos lado brilhante e lado negro, um futuro brilhante ou dias negros pela frente.

A constituição da nossa linguagem e vocabulário, formada em boa parte por heranças maniqueístas pode parecer frívola, mas na verdade reflete muito nosso pensamento enquanto povo, enquanto espécie.

Nunca se descreve que os anjos andam de preto, ou que um santo subiu aos céus em sombras. O preto remete ao mais primordial sentimento e condição humana, remete ao tempo em que temíamos o escuro por não termos a habilidade de enxergar nele, remete a essa época no qual eramos vítimas fáceis ante predadores perfeitos.

Quanto a religiosidade, os caminhos brancos são os belos, os negros pertencem a demônios, perdidos, hereges e coitados.

Tanta coisa a se extrair de duas palavras simples, de duas cores belas e feias, dependendo apenas dos sentimentos que despertam em nós.

Porque pintamos nossa vida de preto e branco quando a moralidade é cinza e o universo é cheio de cores?

Como escrever

junho 7, 2009 em blog, Monasticismo

Fragmento recolhido de um caderno velho.

Se o melhor exercício para escrever e realmente começar a escrever, então estou muito fora de forma.

Minhas idéias não conseguem mais encontrar um fluxo saudável de uma forma linear.

A importância que tenho dado a escrever talvez esteja me impedindo de tornar o fluxo saudável acessível.

Essa idéia de importância é como um exagero onde (ou no qual) eu devo apenas escrever o que achar conscientemente interessante, apenas o que for interessante deve ser escrito. No entanto isso parece uma desculpa para não escrever, uma fuga.

Me pergunto sinceramente do que estou fugindo e vem algumas alternativas a minha mente, medo do sucesso, medo do fracasso, ou pura preguiça?

Embora eu esteja mais inclinado para acreditar que seja a preguiça, creio que a solidão que venho sentindo tem feito com que eu assista TV de forma quase incansável.

É o velho argumento da TV entregar o produto pronto, apenas abrir a embalagem e desfrutar. Sim a possibilidade da TV capar minha imaginação e criatividade é bem possível e plausível.

Outra cosia que tem me atrapalhado bastante é o apreço pelas canetas e cadernos, bem como sua organização e beleza.

Parece que gosto de deixar tudo bem arrumado para esperar que a inspiração apareça de forma mágica, quando na verdade ela surge meio ao processo de escrever.

Materialismo é a palavra que me vem à mente, ele age na paixão excessiva pelas ferramentas e pelo trabalho em si.

Estética e estilo, talvez tenha me tornado um dependente de algo projetado pela minha carência e sentimentos de auto-importância.

Ao desligar a TV e começar a escrever qualquer coisa, vejo que o maior e talvez único problema que andava me atrapalhando em escrever, era não dar início a isso.

Escrever no papel, e em qualquer um, seja de um belo caderno ou mesmo um bloco de rascunhos, seja com belas canetas ou mesmo comas mais baratas e vagabundas.

Voltar a escrever me traz alívio pois de uma forma intuitiva “caio em mim” na concepção de que para escrever basta começar.

Não devo dar uma importância especial ao ato de escrever, tornando este ato tão sagrado que para começar eu tenha de ter a sensação de importância.

O melhor de escrever para si é, a possibilidade de não precisar se fixar a regras, não temer escrever algo repetitivo, nem mesmo se preocupar com sua caligrafia ou as impressões futuras que você terá do que escreveu.

Este ato orgânico simplesmente segue por si ao ser iniciado, e de uma forma satisfatória parece tirar um peso de meus ombros.

O único problema real encontrado enquanto estou escrevendo é o formigamento de minha mão.

Nada que uma breve pausa para fazer o sangue voltar a circular bem (balançando a mão para baixo e para cima) não possa resolver.

Então qual era o maior obstáculo que me fazia não conseguir escrever?

Não tentar!

Com o tempo e o condicionamento físico de minha mão e braço devem melhorar (falta de costume).

Com a prática minha caligrafia pode melhorar, basta treinar sempre, aos poucos vou conseguir encontrar minhas próprias letras.

Um último pensamento me vem a mente, e ele me lembra de minha dependência digital.

Devo me tornar menos dependente do digital, devo me permitir ser um pouco mais analógico.

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