
Doze bips, assim foi anunciado o novo ano, o Ano do Senhor de 2009.
Começava assim mais um ano cristão, um ano fiscal e um ano comercial, certamente um ano com muita carga a ser resolvida pela passagem do ano anterior, mas com muitas promessas para novas possibilidades em um horizonte de eventos.
Um astro que se torne pesado o suficiente para cair dentro de si é chamado de Buraco Negro, e a um Buraco Negro são dadas atualmente atribuições que prometem distorcer toda verdade que temos sobre tempo e espaço.
Quantas vezes nossos atos não se tornam pesados para nós, quantas vezes o que acumulamos na vida não é um fardo e apenas faz com que fiquemos no mesmo lugar, de certa forma inertes até que nos devoremos em uma síntese autótrofa canibal nem um pouco poética?
Se em algum momento esse peso, essa massa ou essa densidade se tornam um estorvo em nossas vida, avaliá-las sem paixão, com objetividade é uma tarefa que envolve um ato extremo de força e poder pessoal. Não é tão simples, não é romântico… mas é necessário.
Necessário foi olhar para as sementes que não vingaram, colher da terra negra as lágrimas secas que apenas a salgaram, e ao invés de lamentar mais uma vez, queimá-las em chama ardente da paixão reprimida para o juizo final.
Não é definitivo, não tensiona e nem mesmo se flexiona a ser, mas aqui o Eixo do Dragão se ergue como um pilar nos desertos rochosos de galáxias externas, de pontos o qual apenas a imaterialidade pode ser guardião e instrutora. Axis Draco ergue-se como uma Besta Ancestral há milênios adormecida, não é possível saber o que ela fará em seu novo despertar, nem mesmo por quanto tempo ela permanecerá acordada.
Que venham os novos horizontes.