Dathura Suavolens, Música Arcana

fevereiro 1, 2011 em blog, Hexentanz

O projeto Dathura Suavolens foi fundado por membros da Falciferi Cathedrae, um Coventículo de praticantes da Arte das Bruxas, no ano de 2010, com o propósito de proporcionar música ritualística voltada a prática da bruxaria tradicional. O som é experimental e com ritmos tribais, utilizando músicas e cantigas de práticas mágicas típicamente brasileiras (em geral da kimbanda e catimbó) unidos aos genêro musical dark ritual ambient. Algumas músicas foram compostas com base na experiência psicotrópica, andando por túneis de sons e imagens evocadas durante um ritual.

O nome do projeto vem da planta Datura Suavolens, planta que os astecas utilizavam para iniciar os homens na maturidade e nos mistérios da Mãe. Dentro da bruxaria esta planta pode abrir as portas do Sonhar, possibilitando o acesso às conclaves do Sabbat das Eras.

 

Essa é a definição dada pelo projeto Dathura Suavolens no site oficial, como já dito acima, um projeto musical que flerta bastante com o neofolk e com dark ambient, trazendo em sua composição a mescla de elementos eletrônicos e orgânicos, uma síntese do tribal e do urbano.

Com uma estrutura que lembra tanto o já consagrado Current 93, em seus momentos mais ritualísticos, quanto o underground Psychonaut 75, o projeto eletrônico consegue unir em sua linha de produção elementos culturais e étnicos de espiritualidades não dominantes, no caso, de Kimbanda e de visões Anti-nominiamas em uma produção cultural de grande expressividade.

Embora fique claro que o projeto está em crescimento, tanto de significado quanto de aprimoramento de sua própria arte, os três álbuns produzidos em 2010 e 2011 mostram um fôlego contagiante dos integrantes dessa atuação artística, demonstrando uma das facetas da magia e da bruxaria que é a expressividade transcendental que se inicia na mente, toma forma pela música e se expande pelos reinos da existência.

De formação Brasileira, o Dathura Suavolens já produziu dois álbuns em 2010, Averni e Inebriare, ambos bem produzidos mas que pecam em alguns trechos pela inserção excessiva de elementos ou em momentos onde um vazio, aparentemente fruto de descuido, toma lugar.

O último album, “Mortifier” foi lançado em Janeiro de 2011, nele é possível perceber o amadurecimento do projeto em sua melhor formulação e utilização dos elementos musicais criando espaços sonoros mais agradáveis e com mais complexidade.

Faço então um convite a vocês para que acessem o site Dathura Suavolens, baixem gratuitamente os três álbuns já produzidos e naveguem pelas ondas sonoras que conectam dimensões e mistérios que tocam o destro e o sinistro, o céu e o inferno, em uma magnífica manifestação da Arte sem nome.

 

 

O que é Bruxaria?

janeiro 15, 2011 em destaque, Hexentanz

O que é Bruxaria?

A análise de um fenômeno e de uma palavra

por: Ghad Arddhu

 

Vision of Faust - Luis Riccardo Falero

Vision of Faust - Luis Riccardo Falero

 

Não há nada mais simples que falar com seu eu interior mais íntimo, sequer algo mais difícil. As primeiras condições para isso são Segredo, Silêncio e Solidão.

- Austin Osman Spare, The Zoetic Grimoire of Zos

 

Por caminhos complexos e tortuosos uma palavra nasce em determinado momento histórico e cultural. Sem datação precisa, ou mesmo um mapeamento semântico definitivo da mesma através do tempo, torna-se uma tarefa ingrata encontrar sua real acepção.

Se assim é com uma palavra em um ambiente recluso como uma instituição de ensino, uma associação de moradores ou mesmo em uma seita, respeitando certos limites geográficos, linguísticos, paradigmáticos e culturais, o que podemos dizer quando ela atravessa o tempo e o espaço, cruza oceanos e gerações? Ler o resto deste post →

Heresia Sincrônica Transconsciente

setembro 1, 2009 em blog

Hoje mais cedo percebi algo enquanto conversava com um amigo, foi um fato que somente constatei quando enumerando os fatos que o compõe, fiquei até um pouco impressionado nessa hora.

Os mundos principais que trabalho aqui (e atualmente) são Demeral (ainda não incluso no Axis) 3751 d.C., Nerhai e Aurambé.

Com exceção de Nerhai, todos outros parecem estar conectados em uma trama que eu mal havia percebido anteriormente.

Mesmo com uma diferença sensível nos cenários há uma sequência de indícios que realmente não foram inseridos propositalmente, no entanto, casam perfeitamente como eu talvez não tivesse pensado de maneira consciente.

Talvez seja apenas para comprovar minha teoria dos “Duendes” que habitam nossa mente e regem cada um dos níveis de consciência.

Não é querer parecer psicologo, mas cada vez que tento compreender alguns processos criativos que executo de maneira sistematizada ou anárquica, me defronto a novidades estranhas.

Enfim, vamos tocando as coisas agora, já que em tese agora eu teria apenas DOIS mundos.

Vai entender…

Caídos 02

junho 7, 2009 em Monasticismo

Pensar a respeito dos Anjos Caídos leva qualquer caminhante a um ponto inefável: Se eles ensinaram a evolução ao homem, por que são demonizados?

Segundo consta na Bíblia, foram eles que ensinaram aos homens e mulheres os segredos da beleza, da música, da guerra e metalurgia, dos astros e das plantas.

Por que então demonizá-los em uma cultura que somente existe graças a tais segredos e ensinamentos?

As tradições consideradas heréticas diziam, e dizem, que os Anjos que caíram foram aqueles que caíram pela humanidade por uma razão simples: Amor!

Caíram pelo amor e paixão às mulheres dos homens, caíram por ver uma raça que não tinha presas nem garras para se proteger no mundo ou construir conforto para si. Foram tantos motivos que hoje seriam chamados de altruistas, que honestamente, demonizá-los é um erro.

Aqueles que tensionarem atirar a primeira pedra falando do desmatamento, das chacinas, ou mesmo de torcer a natureza para seu bel prazer, esses que lembrem primeiro que o conhecimento não é o mal, mas sim o uso que é feito dele.

Esses mesmos que estão de pedras e paus em punho, prontos para iniciarem sua revolta de ignorância que raciocinem por um momento, que pensem que a Bíblia que existe hoje de baixo de seus sovacos, somente existe graças a manufatura, à industrialização, e a tantos conhecimentos que outrora foram chamados de heréticos.

E haverão aqueles que sequer saberão o que realmente significa heresia.

Santa Ana

junho 7, 2009 em Monasticismo

Santa Ana.

Ou ainda, a santa que existe oficialmente mas cujas únicas menções não são consideradas realmente válidas pela sacra igreja.

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