Olhar Adamantino
janeiro 8, 2011 em Monasticismo
Quando o olho percorre a estrada,
mãos cálidas irrompem a morada,
em via cega, de um esplendor sem fim,
profanidades, são ditas a mim.
Tomo por minhas benção e maldição,
unindo-me ao meu corpo em oração,
ouço ao longe o cair da estrela,
atento aos sinais, sem no entanto vê-la.
Aqui marco com uma cruz e um forcado, meu caminho abençoado,
Ouço as vozes dos que por aqui passaram, glifos e orações nos deixaram.
A insanidade é um toque voraz que se aprofunda na vida e dilacera o pensamento, não tentar entender esse tormento, nem mesmo por um momento, acalmando o contentamento, como um ato único do intento.
Ó sublime lua que toca os olhos e mostra o que está além, que tua face negra seja amorosa pois o que escondes é o sol negro.
E ao vislumbrá-lo em seu nascer repentino,
Tomo por meu, um olhar Adamantino!





















