Gehenah – Os Sete Demônios

agosto 9, 2011 em blog, destaque

Que nome estranho.

Provavelmente é o pensamento da maioria das pessoas que vão abrir esse post e dar de cara com a figura acima.

Em uma breve leitura apenas os que conhecerem as informações de composição dessa imagem poderão entender algo. Gehenah é uma transliteração alternativa para a palavra que em português é normalmente traduzida por “Geena“. O que é Geena? Vamos fazer uma pequena consulta à Wikipedia:

Gehenna (Grego γέεννα), Gehinnom (Hebraico Rabínico: גהנום/גהנם) e Yiddish Gehinnam, são termos derivados de um local fora da antiga Jerusalém conhecido na Bíblia dos Hebreus como o Vale do Filho de Hinnom  (em inglês Valley of the Son of Hinnom) (Hebraico: גֵיא בֶן־הִנֹּם or גיא בן-הינום); um dos dois principais vales circundando a Velha cidade.

* Traduzido do original em http://en.wikipedia.org/wiki/Gehenna

Ao menos essa é a etimologia oficial desse nome. No entanto etimologia não significa semântica, ou ainda, o uso atual, corrente e consagrado da palavra em questão.

Nesse segundo campo, o da etimologia, quem se interessar pelo termo encontrará a correlação da palavra Geena com o Hades (enquanto inferno da cristandade) e é justamente a esse significado que deverá ser dada atenção na interpretação do que realmente significa a imagem acima. Ler o resto deste post →

Vencido o Demônio dos Quintos!

maio 26, 2011 em blog

Quinta vitória 1.

Faltam duas 2 3.

Dessa vez a vitória na empreitada dos VII Demônios foi obtida sobre Belphegor, ou ainda, Preguiça, com o conto “Bastardos, duas gatas e um V8 fumegante”.

Com esse conto continuo a explorar esse mundo bizarro e distópico. Como em todos outros volumes, os contos trabalham de forma independentemente, sem necessidade de ler um ou o outro para que sejam entendidos, no entanto aqueles que se aventurarem por cada um dos demônios vencidos, encontrarão fatos que interligam as histórias e demonstram que existe algo mais “lá fora”.

Agradeço mais uma vez aos meus Beta Readers que foram fantásticos, apontando falhas graves que os olhos “paternos” muitas vezes deixam passar. A luta prossegue agora na reta final faltando apenas dois Demônios.

Conseguirei vencê-los? Aguardem!

Logo que informações sobre lançamento forem disponibilizadas, eu as compartilharei com vocês!

Insônia, provas, soberba e preguiça

abril 14, 2011 em blog

Coloco pra tocar Arm-Goddamn-Mootherfuckin-Geddon1do último álbum de Marilyn Manson, The High End of Low, a música entra no trecho onde entendo “first you try to fuck it, then you try to eat it” penso um pouco nas coisas dos dias presentes, são elas no título, a Insônia causada pela falta de certos hábitos saudáveis e pela insistência em hábitos menos saudáveis: Fica a dica de não comer chocolate, tomar coca-cola ou guaraná na parte “pretendo dormir” de seu dia.

Lembro então que faltam apenas três provas essa semana e que então estarei livre desse bimestre e pronto para a insanidade crescente do próximo, o abençoado iTunes me joga para Wild Hunt2, dessa vez é Therion e é outra música que anda fazendo parte de minha trilha sonora para os 7 Demônios, tomo esse tempo onde escrevo o post presente como um aquecimento para os dedos, uma forma de incentivar os dedos a digitarem e o cérebro a pensar em termos de escrita e não de filmes ou mesmo de som. Eles inspiram, mas quando piram a coisa fica complicada.

Semanas de provas sempre são semanas onde tudo que não deveria dar errado tem sua chance elevada na escala da filhadap**ice cósmica de Murphy, na infinitude do cosmo um palhaço cósmico desfere uma gargalhada gargarejante. Quando junta em uma semana de provas o prazo de uma das etapas do projeto ambicioso, de atacar 7 cramunhas sem dó nem piedade, a insônia bate forte na porta do céu como se dissesse “pensar cansa, queima energia e relaxar é necessário”.

Ai penso em Soberba e Preguiça, não aquelas que fazem parte de minha pessoa, mas aquelas a que me propûs resolver, olho para o conto de Soberba quase pronto, nos 30 min. do segundo tempo e penso quantas analogias a futebol eu poderia fazer, sem ter conhecimento desse esporte popular. Tudo bem, Soberba está em vias de ser vencida, mas ai a Preguiça fica imóvel e inerte, como é digno da preguiça, e nenhuma idéia surge em minha mente até então.

Enfim, Sexta-Feira inicia-se o prazo de mais um mês para entregar um conto e encarar a vida tentando aproveitar o máximo. Penso na insônia e nas provas e entendo que a Preguiça pode ter justificativa, mas ai seria Soberba demais de minha parte achar que a Preguiça vencendo significa que “tudo vai ficar bem”.

Forço então o player a tocar This Town3 de Frank Sinatra, enquanto penso nas cidades dos 7 canhotos, a coisa faz um breve sentido na atmosfera bizarra e surreal que esse mundo requer, percebo que meus dedos já digitam tranquilamente e em boa sintonia e ritmo com os pensamentos, a Preguiça ainda não foi vencida, mas preguiça pelo momento foi derrotada e percebo: Hora de Escrever!

Como escrever

junho 7, 2009 em blog, Monasticismo

Fragmento recolhido de um caderno velho.

Se o melhor exercício para escrever e realmente começar a escrever, então estou muito fora de forma.

Minhas idéias não conseguem mais encontrar um fluxo saudável de uma forma linear.

A importância que tenho dado a escrever talvez esteja me impedindo de tornar o fluxo saudável acessível.

Essa idéia de importância é como um exagero onde (ou no qual) eu devo apenas escrever o que achar conscientemente interessante, apenas o que for interessante deve ser escrito. No entanto isso parece uma desculpa para não escrever, uma fuga.

Me pergunto sinceramente do que estou fugindo e vem algumas alternativas a minha mente, medo do sucesso, medo do fracasso, ou pura preguiça?

Embora eu esteja mais inclinado para acreditar que seja a preguiça, creio que a solidão que venho sentindo tem feito com que eu assista TV de forma quase incansável.

É o velho argumento da TV entregar o produto pronto, apenas abrir a embalagem e desfrutar. Sim a possibilidade da TV capar minha imaginação e criatividade é bem possível e plausível.

Outra cosia que tem me atrapalhado bastante é o apreço pelas canetas e cadernos, bem como sua organização e beleza.

Parece que gosto de deixar tudo bem arrumado para esperar que a inspiração apareça de forma mágica, quando na verdade ela surge meio ao processo de escrever.

Materialismo é a palavra que me vem à mente, ele age na paixão excessiva pelas ferramentas e pelo trabalho em si.

Estética e estilo, talvez tenha me tornado um dependente de algo projetado pela minha carência e sentimentos de auto-importância.

Ao desligar a TV e começar a escrever qualquer coisa, vejo que o maior e talvez único problema que andava me atrapalhando em escrever, era não dar início a isso.

Escrever no papel, e em qualquer um, seja de um belo caderno ou mesmo um bloco de rascunhos, seja com belas canetas ou mesmo comas mais baratas e vagabundas.

Voltar a escrever me traz alívio pois de uma forma intuitiva “caio em mim” na concepção de que para escrever basta começar.

Não devo dar uma importância especial ao ato de escrever, tornando este ato tão sagrado que para começar eu tenha de ter a sensação de importância.

O melhor de escrever para si é, a possibilidade de não precisar se fixar a regras, não temer escrever algo repetitivo, nem mesmo se preocupar com sua caligrafia ou as impressões futuras que você terá do que escreveu.

Este ato orgânico simplesmente segue por si ao ser iniciado, e de uma forma satisfatória parece tirar um peso de meus ombros.

O único problema real encontrado enquanto estou escrevendo é o formigamento de minha mão.

Nada que uma breve pausa para fazer o sangue voltar a circular bem (balançando a mão para baixo e para cima) não possa resolver.

Então qual era o maior obstáculo que me fazia não conseguir escrever?

Não tentar!

Com o tempo e o condicionamento físico de minha mão e braço devem melhorar (falta de costume).

Com a prática minha caligrafia pode melhorar, basta treinar sempre, aos poucos vou conseguir encontrar minhas próprias letras.

Um último pensamento me vem a mente, e ele me lembra de minha dependência digital.

Devo me tornar menos dependente do digital, devo me permitir ser um pouco mais analógico.

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