Pérola
junho 7, 2009 em Monasticismo

Por que tudo que é bom é branco? Porque o puro é branco?
Por que tudo que e ruim é preto? Porque o impuro é preto?
Temos lado brilhante e lado negro, um futuro brilhante ou dias negros pela frente.
A constituição da nossa linguagem e vocabulário, formada em boa parte por heranças maniqueístas pode parecer frívola, mas na verdade reflete muito nosso pensamento enquanto povo, enquanto espécie.
Nunca se descreve que os anjos andam de preto, ou que um santo subiu aos céus em sombras. O preto remete ao mais primordial sentimento e condição humana, remete ao tempo em que temíamos o escuro por não termos a habilidade de enxergar nele, remete a essa época no qual eramos vítimas fáceis ante predadores perfeitos.
Quanto a religiosidade, os caminhos brancos são os belos, os negros pertencem a demônios, perdidos, hereges e coitados.
Tanta coisa a se extrair de duas palavras simples, de duas cores belas e feias, dependendo apenas dos sentimentos que despertam em nós.
Porque pintamos nossa vida de preto e branco quando a moralidade é cinza e o universo é cheio de cores?



















