Colheita Hexentanz – I

maio 11, 2011 em Hexentanz

Witch of Endor

Essa semana vamos começar com a primeira Colheita Hexentanz, um momento dedicado a explorar textos, ensaios e artigos relacionados à Bruxaria e à Bruxaria Tradicional em vários sites conectados ao Axis Draco com um intuito simples: Exemplicar a pluralidade do caminho Tradicional, demonstrar o quão ampla é a percepção do que é Bruxaria e o que é Tradição, bem como o conjugado entre eles, e deixar bem claro ao verdadeiro buscador dessa sabedoria perene que não há uma visão absolutista do que é este fenômeno patrimônio da Humanidade, a Bruxaria: Ler o resto deste post →

Crônica de um Serrano

julho 20, 2009 em crônica

O dia começa frio, as mãos buscam nas luvas de lã sintética um conforto prometido, o ar respirado torna instável essa certeza.

No ponto de ônibus o frio torna-se evidente, rapidamente o veículo lota por pessoas desesperadas por calor humano. Eu espero o próximo.

Noto o bigode de escova do motorista, lembro de desenhos onde estalagmites surgem devido ao frio, meu riso velado marca o momento.

Solavancos são sentidos no ônibus inteiro próximo ao aeroporto, por um momento de alucinação culpo a turbulência do avião que pousa.

Em uma curva fechada duas pessoa são jogadas para longe, ajudo uma a levantar e a outra deixa expresso seu sonoro “FILHO DA PUTA”!

Dentro da lata os sentimentos contam menos que mãos firmes para segurar-se em qualquer lugar: Uma moça leva isso a sério e quase me arrasta.

Na Sto Amaro Cola é o calor ensacado. Instantâneo e provedor de super poderes é compartilhado por dois jovens perdidos.

Na Morumbi o empresário recebe a cobrança da Alergia Boliviana. O retorno para casa é certo, trocar a camisa manchada de sangue se faz lei.

O fio prateado deixado pelo rapaz a frente evidencia sono intenso. Após limpar e ignorar os a sua volta, um novo sonho até o próximo farol.

Até o cobrador parece ser trazido de seu mundo com a batida dos carros ao lado, mais sonora que visual. Sem feridos, seguimos em frente!

Nos últimos metros me despeço do vidro embaçado ao lado, lá fora o frio me aguarda novamente, luvas e toca são as armas do combate.

No farol uma dona de casa chora, dentro de seu carro ela espera que ninguém veja as marcas da agressão em seu rosto. A criança ao lado dorme.

Um mercado, uma fila, e num barril plástico de cachaça o bom senhor deposita suas confianças de um bom dia. Barras energéticas acompanham.

Por fim o bloco de concreto e vidro se destaca, o cigarro acesso é apagado, o frio intenso pra fora é deixado. Bom Dia!

Como escrever

junho 7, 2009 em blog, Monasticismo

Fragmento recolhido de um caderno velho.

Se o melhor exercício para escrever e realmente começar a escrever, então estou muito fora de forma.

Minhas idéias não conseguem mais encontrar um fluxo saudável de uma forma linear.

A importância que tenho dado a escrever talvez esteja me impedindo de tornar o fluxo saudável acessível.

Essa idéia de importância é como um exagero onde (ou no qual) eu devo apenas escrever o que achar conscientemente interessante, apenas o que for interessante deve ser escrito. No entanto isso parece uma desculpa para não escrever, uma fuga.

Me pergunto sinceramente do que estou fugindo e vem algumas alternativas a minha mente, medo do sucesso, medo do fracasso, ou pura preguiça?

Embora eu esteja mais inclinado para acreditar que seja a preguiça, creio que a solidão que venho sentindo tem feito com que eu assista TV de forma quase incansável.

É o velho argumento da TV entregar o produto pronto, apenas abrir a embalagem e desfrutar. Sim a possibilidade da TV capar minha imaginação e criatividade é bem possível e plausível.

Outra cosia que tem me atrapalhado bastante é o apreço pelas canetas e cadernos, bem como sua organização e beleza.

Parece que gosto de deixar tudo bem arrumado para esperar que a inspiração apareça de forma mágica, quando na verdade ela surge meio ao processo de escrever.

Materialismo é a palavra que me vem à mente, ele age na paixão excessiva pelas ferramentas e pelo trabalho em si.

Estética e estilo, talvez tenha me tornado um dependente de algo projetado pela minha carência e sentimentos de auto-importância.

Ao desligar a TV e começar a escrever qualquer coisa, vejo que o maior e talvez único problema que andava me atrapalhando em escrever, era não dar início a isso.

Escrever no papel, e em qualquer um, seja de um belo caderno ou mesmo um bloco de rascunhos, seja com belas canetas ou mesmo comas mais baratas e vagabundas.

Voltar a escrever me traz alívio pois de uma forma intuitiva “caio em mim” na concepção de que para escrever basta começar.

Não devo dar uma importância especial ao ato de escrever, tornando este ato tão sagrado que para começar eu tenha de ter a sensação de importância.

O melhor de escrever para si é, a possibilidade de não precisar se fixar a regras, não temer escrever algo repetitivo, nem mesmo se preocupar com sua caligrafia ou as impressões futuras que você terá do que escreveu.

Este ato orgânico simplesmente segue por si ao ser iniciado, e de uma forma satisfatória parece tirar um peso de meus ombros.

O único problema real encontrado enquanto estou escrevendo é o formigamento de minha mão.

Nada que uma breve pausa para fazer o sangue voltar a circular bem (balançando a mão para baixo e para cima) não possa resolver.

Então qual era o maior obstáculo que me fazia não conseguir escrever?

Não tentar!

Com o tempo e o condicionamento físico de minha mão e braço devem melhorar (falta de costume).

Com a prática minha caligrafia pode melhorar, basta treinar sempre, aos poucos vou conseguir encontrar minhas próprias letras.

Um último pensamento me vem a mente, e ele me lembra de minha dependência digital.

Devo me tornar menos dependente do digital, devo me permitir ser um pouco mais analógico.

Apontamentos sobre a Bestialidade

junho 7, 2009 em blog

Não é bom ao mundo que as pessoas que deixam de ser boas tenham tantos fracassos em vida. Fracassos forjam e martelam muito mais precisamente que alegria e regozijo. Cada espetada num organismo que não pode morrer apenas faz com que aquilo que ele esconde venha à tona.

O mundo prova não ser justo ou bom justamente por permitir que essas espetadas ocorram com quem não devem ocorrer. Não são os que deixam de ser bons que devem ser espetados, mas sim os bons.

Os bons ao serem espetados lembram-se dos bons momentos e rapidamente se centralizam na bondade, os que deixam de ser bons, apenas sorriem para cada espeto que os cutuca, e aquilo é como a mácula de vermes, vermes que percorrem-nas as costas, abrindo um buraco em suas coluna.

Apenas através desse buraco a bile negra que emana de seu cérebro pode se esvair, e o grande problema dela se esvair, é que ela deixa de estar apenas em suas mentes. Essa bile viscosa e pútrida, que é feita do vômito negro dos deuses moribundos, dá força e poder além das possibilidades comuns.

Ela percorre todo seu corpo, se misturando ao seu sangue, e lhes dá aquilo que faz o homem ir além. Não desejaria que muitos como esses fossem estocados ou espetados. Essa bile negra, esse veneno divino, escorreria pela Terra com muito mais ardor.

Enfim, as serpentes marinhas, que repousam no leito do oceano, onde não existem seres que conhecemos, deveriam ser deixadas ali, ninguém sabe que veneno pode correr nas veias de tais criaturas.

Amiko

maio 16, 2009 em 3751 d.C.

Continuaçao de: O Olhar de Azazel

- Teu toque é firme, forte e suave ao mesmo tempo.

- Suas mãos lisas e macias… elas fizeram eu me sentir bem.

Amiko ainda ouvia a voz de sua ninfa cada vez que sentia o cheiro dela nos lençóis de sua cama. Bandidos vivem todas emoções possíveis a cada oportunidade, pode não existir amanhã.

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