Adonai
junho 9, 2009 em Monasticismo

O Santo Triângulo.
junho 7, 2009 em Monasticismo

A santidade no ocidente foi lentamente sendo confundida com a passividade e cautela excessiva.
Um santo não deve beber, transar, divertir-se… Isso é uma herança da cristandade nesse berço ocidental.
Enquanto isso em outros lugares o santo pode ser aquele que é um perfeito humano, o santo pode ser o discípulo da guerra e da morte, pode ser o caminhante das sombras e o que conduz os mortos. Não é uma santidade bela e ideal, é uma santidade concreta!
O santo está na humanidade, para a humanidade, não acima dela.
junho 7, 2009 em Monasticismo

A arte já diz muito para quem conhece.
Os portões do inferno estão na psiquê de cada um, são gatilhos preparados como sementes, coisas que estão plantadas em nós permitindo que o poder externo se manifeste.
Dentro de nossa mente que conecta-nos a nossa alma podemos acessar todos os demônios e anjos, todos os santos e hereges, todo prazer e dor, toda felicidade e sofrimento, porque não pensem vocês que os anjos estão no céu. O céu está vazio, basta olhar para ele.
junho 7, 2009 em Monasticismo

Por que tudo que é bom é branco? Porque o puro é branco?
Por que tudo que e ruim é preto? Porque o impuro é preto?
Temos lado brilhante e lado negro, um futuro brilhante ou dias negros pela frente.
A constituição da nossa linguagem e vocabulário, formada em boa parte por heranças maniqueístas pode parecer frívola, mas na verdade reflete muito nosso pensamento enquanto povo, enquanto espécie.
Nunca se descreve que os anjos andam de preto, ou que um santo subiu aos céus em sombras. O preto remete ao mais primordial sentimento e condição humana, remete ao tempo em que temíamos o escuro por não termos a habilidade de enxergar nele, remete a essa época no qual eramos vítimas fáceis ante predadores perfeitos.
Quanto a religiosidade, os caminhos brancos são os belos, os negros pertencem a demônios, perdidos, hereges e coitados.
Tanta coisa a se extrair de duas palavras simples, de duas cores belas e feias, dependendo apenas dos sentimentos que despertam em nós.
Porque pintamos nossa vida de preto e branco quando a moralidade é cinza e o universo é cheio de cores?