Peço ou Tropeço
setembro 16, 2009 em Monasticismo

Você pune quem não é você?
Ao som da flauta da mãe serpente,
No para-inferno, de Adão na gente!
Novo Aeon – Seixas, Raul
setembro 16, 2009 em Monasticismo

Você pune quem não é você?
Ao som da flauta da mãe serpente,
No para-inferno, de Adão na gente!
Novo Aeon – Seixas, Raul
agosto 25, 2009 em Monasticismo

Plana num voo solitário, a altiva águia emancipada.
Olhos turmalina a encaram ao longe, com a inveja das asas plenas da liberdade:
Sê ígnea em teus rumos. enquanto serpenteia pelas nuvens, ó criatura!
É tão veloz tê-la no horizonte de meus vãos ensejos de realização, que desapareces.
Perguntaria a ti, se em minha sombra fizesse passo, qual dos segredos escondem os demônios aéreos;
Pois deles a metamorfose conquistei, com a éfige que transmuta dos Antigos Deuses;
E deles em assalto tomei, o que a língua humana chamou de portão do Inferno!
Num rugido tal qual o do Leão, me questionaram se grifo me tornaria,
Pois de águia as penas já dominara, e do Leão a forma possuía!
E ao me calar na sombra dos olhos deles;
Vislumbrei um segredo oculto, que de muitos, torpe se escondeu,
Dedilhei a harpa que possuía, e acendeu-se em ódio, um segredo calado na imensidão:
Tal qual foi feito, pelo ar levou para a eternidade!
junho 7, 2009 em blog
Não é bom ao mundo que as pessoas que deixam de ser boas tenham tantos fracassos em vida. Fracassos forjam e martelam muito mais precisamente que alegria e regozijo. Cada espetada num organismo que não pode morrer apenas faz com que aquilo que ele esconde venha à tona.
O mundo prova não ser justo ou bom justamente por permitir que essas espetadas ocorram com quem não devem ocorrer. Não são os que deixam de ser bons que devem ser espetados, mas sim os bons.
Os bons ao serem espetados lembram-se dos bons momentos e rapidamente se centralizam na bondade, os que deixam de ser bons, apenas sorriem para cada espeto que os cutuca, e aquilo é como a mácula de vermes, vermes que percorrem-nas as costas, abrindo um buraco em suas coluna.
Apenas através desse buraco a bile negra que emana de seu cérebro pode se esvair, e o grande problema dela se esvair, é que ela deixa de estar apenas em suas mentes. Essa bile viscosa e pútrida, que é feita do vômito negro dos deuses moribundos, dá força e poder além das possibilidades comuns.
Ela percorre todo seu corpo, se misturando ao seu sangue, e lhes dá aquilo que faz o homem ir além. Não desejaria que muitos como esses fossem estocados ou espetados. Essa bile negra, esse veneno divino, escorreria pela Terra com muito mais ardor.
Enfim, as serpentes marinhas, que repousam no leito do oceano, onde não existem seres que conhecemos, deveriam ser deixadas ali, ninguém sabe que veneno pode correr nas veias de tais criaturas.