Lobisomens

junho 9, 2009 em Monasticismo

Lobisomem

Das figuras míticas mais interessantes, nunca fui desses que adoram vampiros, sempre gostei de lobisomens.

Lobisomens são natureza em força, a junção do animal e do homem, são os senhores da Lua Cheia, autênticos filhos do reino astral.

Um mundo por trás desse

junho 9, 2009 em Monasticismo

Um mundo por trás desse

Muitos sonhos que tenho se passam em territórios estranhos, alguns que remetem a tanta sinestesia que fico confuso ao tentar enumerar o que remete ao que.

Essa imagem demonstra um pouco disso, eu já estive em cenários assim, onde pode se ver restos de uma cultura colossal que desapareceu.

Praias solitárias com céu cinza. Esse tipo de cenário me traz um ar bucólico ao mesmo tempo que nostálgico, eu diria até atávico.

Sombra do Colosso

junho 8, 2009 em Monasticismo

 

Quero jogar esse jogo ainda! Tão logo tenha um Playstation 2 em mãos, vou jogar esse jogo…

A idéia é interessante e os comentários são empolgantes. Você sendo um reles ser com menos de 2m de altura, lutando contra criaturas com mais de 15m. O jogo já é “velho”, mas desde o começo da onda de Playstation 1 que estou afastado dos consoles.

Não me afastei de vez, mas nunca mais peguei um jogo do começo ao fim para “zerar”. Acho que o excesso de finais alternativos, recursos secretos ativados depois de terminar jogos em condições inumanas, fizeram com que eu me afastasse.

Um parágrafo adicional interessante: As imagens do jogo remetem muito a locais e a situações pelo qual já passei em sonhos, de forma bem surreal.

O único problema é a expectativa, ela tem tendência traiçoeira.

Imperador Sol

junho 8, 2009 em Monasticismo

A corte do Imperador enviou uma notificação repudiando sua constante caracterização de “rosto gordinho amarelo” (ou dourado).

No documento que foi entregue, a primeira reclamação foi quanto a o que representa aspecto solar e como isso vai dimetralmente oposto ao rosto mais comum em sua expressão: Dizem que o sol é dinâmico, que está sempre em atividade, portanto deveria ser um rosto magnífico de belo quanto a traços fortes e bem definidos.

A repúdia foi feita em uma simples frase: Como pode o Sol ter traços bem definidos e representar dinamismo se ele é um glutão, com a maior reserva de alimento e energia da Via Láctea?

Como escrever

junho 7, 2009 em blog, Monasticismo

Fragmento recolhido de um caderno velho.

Se o melhor exercício para escrever e realmente começar a escrever, então estou muito fora de forma.

Minhas idéias não conseguem mais encontrar um fluxo saudável de uma forma linear.

A importância que tenho dado a escrever talvez esteja me impedindo de tornar o fluxo saudável acessível.

Essa idéia de importância é como um exagero onde (ou no qual) eu devo apenas escrever o que achar conscientemente interessante, apenas o que for interessante deve ser escrito. No entanto isso parece uma desculpa para não escrever, uma fuga.

Me pergunto sinceramente do que estou fugindo e vem algumas alternativas a minha mente, medo do sucesso, medo do fracasso, ou pura preguiça?

Embora eu esteja mais inclinado para acreditar que seja a preguiça, creio que a solidão que venho sentindo tem feito com que eu assista TV de forma quase incansável.

É o velho argumento da TV entregar o produto pronto, apenas abrir a embalagem e desfrutar. Sim a possibilidade da TV capar minha imaginação e criatividade é bem possível e plausível.

Outra cosia que tem me atrapalhado bastante é o apreço pelas canetas e cadernos, bem como sua organização e beleza.

Parece que gosto de deixar tudo bem arrumado para esperar que a inspiração apareça de forma mágica, quando na verdade ela surge meio ao processo de escrever.

Materialismo é a palavra que me vem à mente, ele age na paixão excessiva pelas ferramentas e pelo trabalho em si.

Estética e estilo, talvez tenha me tornado um dependente de algo projetado pela minha carência e sentimentos de auto-importância.

Ao desligar a TV e começar a escrever qualquer coisa, vejo que o maior e talvez único problema que andava me atrapalhando em escrever, era não dar início a isso.

Escrever no papel, e em qualquer um, seja de um belo caderno ou mesmo um bloco de rascunhos, seja com belas canetas ou mesmo comas mais baratas e vagabundas.

Voltar a escrever me traz alívio pois de uma forma intuitiva “caio em mim” na concepção de que para escrever basta começar.

Não devo dar uma importância especial ao ato de escrever, tornando este ato tão sagrado que para começar eu tenha de ter a sensação de importância.

O melhor de escrever para si é, a possibilidade de não precisar se fixar a regras, não temer escrever algo repetitivo, nem mesmo se preocupar com sua caligrafia ou as impressões futuras que você terá do que escreveu.

Este ato orgânico simplesmente segue por si ao ser iniciado, e de uma forma satisfatória parece tirar um peso de meus ombros.

O único problema real encontrado enquanto estou escrevendo é o formigamento de minha mão.

Nada que uma breve pausa para fazer o sangue voltar a circular bem (balançando a mão para baixo e para cima) não possa resolver.

Então qual era o maior obstáculo que me fazia não conseguir escrever?

Não tentar!

Com o tempo e o condicionamento físico de minha mão e braço devem melhorar (falta de costume).

Com a prática minha caligrafia pode melhorar, basta treinar sempre, aos poucos vou conseguir encontrar minhas próprias letras.

Um último pensamento me vem a mente, e ele me lembra de minha dependência digital.

Devo me tornar menos dependente do digital, devo me permitir ser um pouco mais analógico.

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