The Fades – BBC
outubro 2, 2011 em blog, destaque

Séries, séries e mais séries. Eu arrumo muita coisa pra cabeça e com uma grande frequência. Mas algumas coisas são boas, assim foi Terminator: The Sarah Connor Chronicles, Caprica e até mesmo a galhofa que foi The Cape (tá, essa não foi boa nem pra rir, apenas para prover ideias a serem trabalhadas). *
A galera que acompanha os sites de séries já deve conhecer The Fades, série nova da BBC Britânica sobre algo bem engraçado, apocalipse. Ok, chame de Armagedon ou algo que o valha, mas é um fim do mundo a caminho e na velocidade de um trem bala. E pra deter isso o que temos? Um adolescente idiota. Sim, Paul é um adolescente britânico de 17 anos, mais aberração (freak) que nerd, típico cara que toma galhofa até de garotos mais novos de sua escola. Sim, tem uma escola. No entanto a galera que não conhece, pode ficar conhecendo um pouco, de maneira parcial e como compreendido até então por esse que vos escreve.
Em The Fades temos um panorama bem interessante, a cosmologia desse mundo deixa algumas regras bem claras quanto à morte: Se você morre, você vira um fantasma com um farol em seu tórax (melhor que falar peito né, aposto que alguns pensariam em ligth-tits) e sua única opção é caçar o local para sua ascensão, o Adeus definitivo. A merda acontece quando mesmo após seguir esse farol em busca de seu local você não consegue passar pro outro lado e fica preso aqui. Uma espécie de limbo/purgatório que não é à semelhança da terra dos vivos, mas a própria.
De alguma forma estranha os espíritos que permanecem aqui (ou seria melhor chamá-los de almas) ficam perturbadões com essa história de ver tudo que acontece mas não serem vistos, não podem tocar, experimentar nada e nem mesmo ir de vez pro outro lado (por enquanto ninguém falou de missão, purgação ou qualquer outra coisa semelhante), só entrar num looping revoltoso e gritar pra ninguém ver. Ou talvez alguns vejam.
Paul (o garoto que citei acima, nerd/looser) consegue vê-los. Não desde sempre, leia-se, não desde sua tenra idade de n00b lvl. 0, mas sim a partir de um momento X na trama da série. Ele não é o único que consegue e descobre isso da pior forma possível, vendo alguém tomando um coro de arrancar o olho (sem jocosidade, por favor) de um desses espíritos.
Merda feita. Os espíritos descobriram uma forma de voltar pra matéria e pelo visto estão com uma agenda super acelerada pra sacanear o mundo. Alguém pensou em Zumbis? Não, eles tem agilidade, são feios igual a banda do Marilyn Manson nos anos 00′ e não são legais. Com esse histórico em andamento, Paul descobre algumas coisas sobre uma galera que não ta querendo que os mortos vençam essa contenda e acaba por se ver em uma encruza das bravas, escolher virar Luke Skywalker ou continuar sendo um nerd/Looser (nota para o slash nessa designação).
Série britânica, então tem momentos de susto e suspense e até de humor… britânico! Oh yeah baby, aquelas galhofas que não são engraçadas per se, mas sim engraçadas pela estupidez, pela sacanagem inclusa com os protagonistas. Nela temos uma conhecida da galera, Lily Loveless do seriado Skins (eu não assisti, mas li geral falando sobre) que é a irmã sexy, modelete, popular e todo o pacote que acompanha esse clichê, que praticamente odeia o irmão que é um derrotado social.
Paul tem um amigo (negro) que é a parte engraçada (mentira) pois embora seja tão perdedor quanto ele, consegue até fazer uma citação de Star Wars (ok, da Princesa Leia de Star Wars, pois você cita personagens e não filmes) e tem um pouco mais de habilidade quanto a sarcasmo e ironia. Outro clichê, o negro engraçado que preenche quota? Sim, mas nem tanto, o personagem tem sua carisma e é importante para que seu amigo consiga manter-se num eixo de realidade sem pirar de vez o cabeção.
As locações da série são bonitas, já tivemos uma espécie de castelo inglês (na verdade uma casa que na verdade era um sanatório que na verdade não sabemos o que era de fato) e uma igreja com direito a uma festinha de adolescentes sedentos em descobrir o que é de fato alcool, sexo e de preferência ao mesmo tempo.
Efeitos bons, nada que exija muita técnica ou computação, maquiagem excelente e consegue unir em um mesmo caldeirão uma dose de humor sarcástico/irônico (confuso não?) e terror com suspense. Entendam que algo realmente fede na série e vocês só vão descobrir assistindo.
Assisti aos dois únicos episódios já disponíveis, gostei e posso dizer que tem a temática mais próxima da que eu espero de uma série com coisas sobrenaturais e gente “normal” nesse mundo. Não tem o glamour de Supernatural (lembre-se, é britânica) mas aos poucos o toque de ocultismo/magia dela está se mostrando agradável, interessante até. Detalhe para o primeiro episódio quando o garoto persegue alguém (vocês vão saber quando) e algumas sombras aparecem mostrando se não selos angelicais, alguma coisa bem parecida.
Se você leu alguma coisa do que eu escrevi nos últimos tempos, principalmente se for ambientada em Gehenah, recomendo encarar, ver se é o seu tipo de série e se o humor que ela contém não consegue estragar a coisa toda, vamos ver se acompanho mais e trago mais informações sobre Paul e Mac (o amigo negro engraçado) nessa série que está conseguindo trazer um pouco da estética e clima que tanto me interessam.
Talvez pelo clima distópico, pela surrealidades ou mesmo que seja apenas por ser uma série onde temos um cara de 17 anos que tem pesadelos e mija na cama graças a eles a série conseguiu me interessar bastante nesses dois capítulos. Certamente ela vai chegar ao terceiro ou quinto episódio nos meus olhos, além disso somente se ela conseguir organizar bem suas informações e criar um clima bom unido a uma narrativa decente.
Enfim, aproveitem enquanto estão vivos!
*ATUALIZADO
Após divulgar esse artigo, a própria BBC me contactou. Vejam abaixo onde encontrar mais sobre “The Fades”.
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Site Oficial: http://www.bbc.co.uk/fades




















