TransMuto-me
agosto 25, 2009 em Monasticismo

Plana num voo solitário, a altiva águia emancipada.
Olhos turmalina a encaram ao longe, com a inveja das asas plenas da liberdade:
Sê ígnea em teus rumos. enquanto serpenteia pelas nuvens, ó criatura!
É tão veloz tê-la no horizonte de meus vãos ensejos de realização, que desapareces.
Perguntaria a ti, se em minha sombra fizesse passo, qual dos segredos escondem os demônios aéreos;
Pois deles a metamorfose conquistei, com a éfige que transmuta dos Antigos Deuses;
E deles em assalto tomei, o que a língua humana chamou de portão do Inferno!
Num rugido tal qual o do Leão, me questionaram se grifo me tornaria,
Pois de águia as penas já dominara, e do Leão a forma possuía!
E ao me calar na sombra dos olhos deles;
Vislumbrei um segredo oculto, que de muitos, torpe se escondeu,
Dedilhei a harpa que possuía, e acendeu-se em ódio, um segredo calado na imensidão:
Tal qual foi feito, pelo ar levou para a eternidade!




















Tive que consultar o dicionário duas vezs. FAz tempo que um autor não me obriga a isso
cabulosas estas imagens do blog, extremo bom gosto